O quadro de Agentes de Segurança Socioeducativo do Estado de Minas Gerais, já contou com um montante de 2548 servidores, e no auge de transição, do último concurso, esse numero chegou a ter 2612.
No entanto, houve uma redução em 16%, com encerramento de contratos administravos ou migração de servidores para outras instituições publicas, chegando ao quadro atual de 2124. São 334 Agentes a menos do que a dois anos atrás, ou seja, são aparentemente um servidor trabalhando 6 horas e meia a mais durante a semana, em que já existe um déficit de 1400 em todo Estado de Minas Gerais.


As razões são a falta de concurso publico, não obstante ainda encontra-se na pauta da COF – Câmara de Orçamento e Finanças; inercia do Ministerio Publico em não sanar tamanho déficit e prejuízo que se causa ao atendimento as medidas socioeducativas; a SUASE com suas planilhas de atividades preenchidas perfeitamente, mas na realidade OS AGENTES DE SEGURANÇA SOCIOEDUCATIVO resolvem toda a incompletude institucional do sistema nos braços e na coragem, pois não deixam a peteca cair, mesmo com stress emocional, adoecendo, ameaçados, em decorrencia de excesso de convocações, sem equipamentos de trabalho, como rádio HTs, falta de viaturas e tudo isso citado e cobrado exaustivamente pelo sindicato.


Além dos problemas apresentados pela omissão da administração publica, os servidores são criticados sem nenhuma construção razoavel e sempre escutando no final...” o agente de segurança socioeducativo só sabe reclamar...”, mas não tem uma orientação a contento, não tem uma capacitação, não tem variação de escala de trabalho etc.


E por fim, reforçando as péssimas condições de trabalho, falta de capacitação e servidores, foi publicado recentemente, em artigo sobre violência institucional, pelo Promotor de justiça Márcio Rogério de Oliveira, que atua na promotoria da infância e juventude de Belo Horizonte;  “A maioria dos agentes parece atuar da melhor forma possível, apesar da formação incipiente e das condições adversas inerentes à superlotação, aos ambientes físicos deteriorados E AOS DESFALQUES EM SEUS QUADROS. Apesar de tudo, tentam desempenhar com zelo a função principal de seus cargos, que é cuidar da integridade física e emocional dos adolescentes internados e dos demais servidores, sem prejuízo da contribuição nas atividades pedagógicas e no projeto educacional como um todo. ”

Fonte: file:///C:/Users/SINDSISEMG/Downloads/1%20Violencia%20institucional%20sistema%20socioeducativo.pdf